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domingo, 6 novembro 2005
Belenenses 1-1 Boavista
Categoria: 05/06 SuperLiga , Belenenses , Boavista
Num jogo praticamente sem primeira parte, José Couceiro consegue o primeiro ponto da sua equipa em 6 jogos e até podiam ter sido 3, não fosse um (raro) momento de azar de Marco Aurélio. Apesar de tudo, o Belenenses já mostrou melhorias em relação aos últimos tempos, dominando o Boavista em certas alturas do jogo, algo notável se nos lembrarmos que na semana anterior o mesmo Boavista havia “domado” o leão de Alvalade. Os axadrezados continuam a oscilar entre excelentes exibições como a do passado domingo e jogos mais “secos” como este. Fora do Bessa ainda não conseguiram vencer. De resto, um golo para cada lado, uma expulsão para cada lado e pouca evolução na tabela classificativa.
Tácticas
O Beleneneses apresentou-se num 4x3x3, com uma alteração na defesa: a troca de Amaral por Sousa, surpreendente se nos lembrarmos que o brasileiro tem sido titular indiscutivel nos últimso tempos. A defesa ficava completa com Pelé e Gaspar no centro e Vasco Faísca à esquerda, seguro a defender mas pouco aventurado no ataque. No meio-campo defensvio, Sandro Gaúcho era o pulmão e Pinheiro a sombra de João Pinto. Na frente Silas à esquerda, Paulo Sérgio à direita e Fábio Januario no centro funcionavam como apoio a Meyong. Se Silas foi inexistente durante grande parte do jogo, até porque encontrou um seguríssimo Manuel José, Paulo Sérgio e Fábio Januário tentaram sempre desequilibrar a defesa axadrezada em velocidade, assim como servir um Meyong bastante desinspirado. E na primeira parte houve realmente algum ascendente do Belenenses, pertencendo-lhes mesmo a maior oportunidade, já nos últimos minutos, quando Areias negou por duas vezes o golo a Paulo Sergio.
No Boavista, Carlos Brito manteve o seu 4-2-3-1, fazendo recuar Manuel José para lateral-direito e oferecendo a Paulo Jorge a titularidade pela primeira vez no campeonato (já tinha rbilhado na taça frente ao Oeiras), no lado esquerdo do ataque. Infelizmente para Brito, o jovem ex-Maia raramente conseguiu inciar um ataque digno desse nome. Aliás, as alas do Boavista funcionaram sem o brilho de outros tempos e as (poucas) iniciativas de ataque na primeira parte ficavam a cargo das desmarcações de Fary e de um ou outro “flash” de João Pinto. No inicio do segundo tempo, Brito fez entrar William Souza para o lugar de Fary o que fez os axadrezados perderem alguns complexos. O ponta-de-lança brasileiro mexeu-se mais que Fary e obrigou o meio-campo defensivo dos azuis a correr o dobro, dando mais liberdade a João Pinto. A entrada de Cafu por Ze Manel já depois do golo do Belenenses fez com que o capitão assumisse definitivamente a função de municiador do ataque. Primeiro assistiu Cafú para uma defesa instintiva de Marco Aurelio e já nos últimos minutos decidiu ele próprio experimentar o remate, conseguindo um golo que provavelmente nao esperava.
Bruno Paixão não perdeu a apetência por ser o protagonista do jogo, tratando de distribuir amarelos numa partida que nem sequer foi particularmente violenta. O lance da grande penalidade deixa muitas dúvidas. Paulo Sergio rematou com força e bem perto de Areias. Conseguiria o lateral-esquerdo do Boavista desviar o braço, é a pergunta que fica.
Destaques
O duro - Meyong - numa noite particularmente desinspirada, teve a sorte de marcar o penalty mas depois deitou tudo a perder com a estúpida expulsão que devolveu o equilibrio ao jogo. Marco Aurélio podia estar nesta categoria já que foi o seu “frango” que deu o empate ao Boavista, mas seria injusto já que minutos antes, o “imperador” negara o golo a Cafu com uma defesa brilhante.
O dandy - João Pinto. O capitão continua a decidir. Na primeira parte pouco se viu dele mas na segunda, marcou a diferença com uma assistência para um mergulho de Cafu e um golo que mereceu apesar de facilitado pelo guarda-redes do Belenenses. Entre picadas a Pacheco na flash interview, lá foi mostrando em campo que ainda não está acabado .
O ás - Paulo Sérgio – rápido e insistente na direita, deixou a cabeça em água a Areias durante o tempo em que este esteve em campo. O lateral boavisteiro ainda lhe negou o golo por duas vezes no final da primeira parte, mas acabou expulso num lance controverso, iniciado pelo próprio Paulo Sergio, como não podia deixar de ser.
FICHA DE JOGO:
BELENENSES: Marco Aurélio, Sousa, Pelé, Gaspar e Vasco Faísca, Sandro, Fábio Januário (Romeu), Pinheiro, Silas (Zé Pedro) , Paulo Sérgio e Meyong;
BOAVISTA: Carlos, Manuel José, Cadu, Hélder Rosário e Areias, Lucas, Tiago, Paulo Jorge (Diogo Valente), Zé Manuel (Cafu), João Pinto e Fary (William Souza);
Golos: Meyong (72) e João Pinto (87)
Publicado por pedro nery às 15:20
Comentários
Só uma rectificação: o Amaral não tem sido titular nos últimos tempos. O Amaral era totalista desde a 1ª jornada da temporada passada, ou seja, vinha de 43 jogos a titular. E andava a precisar, MUITO, de arejar as ideias no banco.
#1 | Comentado por: Luciano Rodrigues | 2 de dezembro de 2005 às 15:49
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