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domingo, 6 novembro 2005

Marítimo 1 – 0 Sporting de Braga

Categoria: 05/06 SuperLiga , Marítimo , Sp. Braga

Num jogo pouco espectacular (e estou a ser simpático) o Marítimo venceu o primeiro classificado do campeonato. Para isso não teve que realizar uma super exibição, nem beneficiou de um fraco jogo do Braga. As duas equipas foram muito iguais, a bola rolou a ritmo baixo, com a diferença a situar-se num Marítimo que foi mais Braga que o próprio Braga. O resultado final acaba por ser normal, tendo em conta ao que se assistiu em campo, confirmando a subida da equipa madeirense desde que Paulo Bonamigo subiu ao leme da equipa. Quanto ao Sporting de Braga, mostra-se incapaz de manter a diferença pontual em relação aos perseguidores, cedendo a primeira derrota no campeonato, precisamente na véspera de receber o Benfica no seu estádio.

Enquadramento

O jogo era prometedor. De um lado tínhamos o Braga, líder incontestável do campeonato, com apenas um golo sofrido e com cinco pontos de vantagem em relação ao segundo. Do outro o Marítimo que não perdia com o Braga em casa fazia 15 anos, e que vinha a recuperar de um início de campeonato desastroso, com uma sequência de quatros jogos sem perder sob o comando de Bonamigo. Para a equipa madeirense o jogo constituía um verdadeiro teste de fogo à sua capacidade e um indicador da sua evolução ao nível da maturidade, enquanto para o Braga a sua importância situava-se na importância da manutenção da vantagem até agora adquirida para o jogo com o Benfica em casa, e na ultrapassagem de uma barreira psicológica que era a de não vencer nos Barreiros.


Tácticas

As duas equipas apresentaram-se nos Barreiros com sistemas tácticos de base semelhantes, assentes num 4x3x3, ainda que com variações distintas na organização atacante. Assim, apresentaram 4 defesas em frente aos respectivos guarda-redes, com Evaldo, Van der Gaag, Nuno Morais e Briguel pelo Marítimo; e Jorge Luíz, Paulo Jorge, Nem e Abel pelo Braga. O meio campo assentava num médio mais recuado (Fahel e Madrid, respectivamente), apoiado por dois volantes interiores. No Marítimo esses jogadores foram Wénio (na esquerda) e Mancuso (na direita), enquanto no Braga foram Vandinho (na esquerda) e Luís Filipe (na direita). A maior diferença situou-se, como já foi dito, no ataque. Aqui Jesualdo Ferreira, fiel ao seu modelo tradicional de jogo, colocou Jaime na ala esquerda do ataque, Davide na ponta contrária, e João Tomás entre os centrais contrários. Por seu lado, Bonamigo optou por colocar Marcinho na função de distribuidor atacante, com Manduca e Kanu na frente de ataque, a abrirem frequentemente para as alas, procurando os espaços intermédios entre as zonas de acção dos laterais e dos centrais adversários. No decorrer do jogo não se verificaram grandes alterações tácticas, destacando-se principalmente a deslocação de Jaime para a zona de interior direito, fazendo subir Luís Filipe, com Davide a alterar o flanco, logo a seguir ao golo do Marítimo. Com esta alteração, Jesualdo procurou dinamizar a zona intermediária, com um jogador mais capaz de garantir a posse de bola e de desequilibrar no passe.

Apreciação

Como já referi em cima, a qualidade do jogo não foi muito elevada, com as equipas a primarem essencialmente pela organização defensiva, deixando apenas aos jogadores da frente a função de procurarem desequilibrar. Apesar do mútuo respeito inibidor de velocidade, ao longo do primeiro tempo pertenceu à equipa maritimense a iniciativa do jogo. É certo que nos primeiros minutos deram algum espaço aos jogadores do Braga, mas assim que acertaram as marcações pertenceu-lhes o controlo das operações. Tal foi esse controlo que o golo surgiu sem surpresa, na sequência de um lançamento e à primeira falha da defesa nortenha. O Marítimo ao marcar sabia que colocava o Braga sobre pressão, aspecto que constituía um verdadeiro teste ao Braga, que pela primeira vez neste campeonato se viu atrás no marcador (refira-se que tal apenas aconteceu anteriormente com o Estrela Vermelha). O golo afectou o Braga que manteve uma dinâmica indefinida no que restou da primeira parte, conseguindo apenas um remate no período de descontos por Jorge Luíz.

Na segunda parte, a equipa de Braga entrou com outra vontade, e decidiu abrir o jogo e procurar com velocidade o golo. O veículo dessa dinâmica foi Cesinha, entrado para substituir Abel, e com a função de revitalizar a ala esquerda. Bonamigo avisado da mudança de postura bracarense, preparando uma armadilha a Jesualdo que lhe possibilitou ter os lances mais perigosos da primeira metade do segundo tempo, continuando a ser a equipa mais perigosa em campo. Aproveitando o maior grau de risco nas transições atacantes do Braga, a equipa insular pressionou mais os jogadores distribuidores e acelerou o seu jogo na frente de ataque, com Marquinhos a destacar-se neste período. Desse modo, aproveitou ela os espaços criados e foi criando situações de golo. O problema foi que não marcou e à medida que os seus jogadores foram ficando cansados, os bracarenses foram pegando no jogo, controlando a iniciativa de jogo no último quarto do jogo. Neste período esteve algumas vezes perto da baliza de Marcos, mas não criou nenhuma oportunidade flagrante de golo. O Marítimo procurou gerir a vantagem, com Bonamigo a guardar para os últimos 10 minutos a substituição dos jogadores, refrescando a equipa e gastando preciosos segundos.

Em síntese, o Marítimo vê confirmada a recuperação subindo para o 10º lugar e ganha níveis de confiança importantes para os jogos que se avizinham. Quem viu este jogo pode verificar que os madeirenses funcionam cada vez mais como uma equipa, com um maior automatismo nos mecanismos atacantes e principalmente defensivos. No pólo oposto, o Braga aproxima-se mais da terra em vésperas de receber o Benfica e de se deslocar novamente à Madeira para enfrentar o Nacional. A equipa mostrou a organização defensiva que se lhe reconhece, mas também mostrou as dificuldades no capítulo atacante que explicam os 10 golos em 10 jogos. Tinha-se vindo a explicar tal facto com as lesões simultâneas de Delibasic, Cesinha e João Tomás, mas com a recuperação destes dois últimos jogadores esse factor deixa de ser justificativo de algo. Um capítulo a rever por Jesualdo Ferreira.

Destaques Individuais

Que Duro! Nem: Pensando na segurança defensiva do Braga sempre achei estranha a presença de Nem, não conseguindo encaixar a sua mediania com a solidez do conjunto. OK, é um jogador com enorme presença física e forte no jogo aéreo, mas no resto é bastante mediano, marcado o seu jogo por um excesso de dureza nas entradas. Ontem, conseguiu uma autêntica proeza. No decorrer da primeira parte deveria ter sido expulso duas vezes. A primeira foi na sequência de uma entrada selvagem sobre Kanu aos 11’, mas Lucílio Baptista nem marcou falta, talvez pelo nome da camisola não começar com um P e acabar num T. Mas Nem não se ficou por aqui. Aos 38’, já com um amarelo justificado no bolso, decide intersectar um contra-ataque rápido do Marítimo com a mão, algo que passou também ao lado do sr. Lucílio.

O Ás – Mancuso: Num jogo sem grandes destaques individuais e em que os que melhor jogaram não conseguiram manter um rendimento uniforme, Mancuso é aquele que melhor combina as duas condições anteriores. Esteve muito bem a defender, bloqueando um dos bracarenses em melhor forma (Vandinho), não permitindo também grandes investidas de Jorge Luíz. Mas o que distingue este jogador brasileiro rookie no campeonato português é a sua capacidade de transição, procurando sair sempre a jogar, com boa qualidade no passe e criatividade ao nível do drible. Abriu imensos espaços para os seus colegas, tanto através de desmarcações ou no transporte da bola. Para além disso, tem um bom pontapé e marca com muita qualidade os livres para a área. Um jogador a merecer atenção.

Ficha de Jogo

Estádio dos Barreiros, no Funchal.

Árbitro: Lucílio Baptista [A. F. Setúbal]

Marítimo: Marcos; Evaldo, Van der Gaag, Nuno Morais, Briguel; Fahel, Wénio, Mancuso (Sergipano, 82’); Marcinho (Filipe Oliveira, 90+2’), Manduca e Kanu (Júnior Bahia, 82’).
Braga: Paulo Santos; Abel (Cesinha, 45’), Paulo Jorge (Paulo Monteiro, 30’), Nem, Jorge Luíz; Madrid, Vandinho, Luís Filipe; Jaime (Maxi, 58’), Davide e João Tomás.

Golos: Kanu (36’).

Cartões: Marcinho (63’), Fahel (86’), Marcos (87’); Abel (10’), Nem (17’) e João Tomás (47’).


Publicado por alexandre calado às 17:47

Comentários

de facto, este é um site a riscar do meu mapa. pura e simplesmente lixo. e por vários aspectos que só comprovam o que já me andava a cheirar a esturro. Õ SCBraga continua a ser lider. Não teve as escandalosas arbitragens que alguns tiveram. Mesmo assim, num celebre jogo em Vila do Conde, onde a imprensa consegiu de um limpo corte do Jorge Luis, ver um penalti, classificando como lastimável arbitragem. Sejam honestos, parciais.
O Nem é um grande jogador em qualquer parte do mundo. Ontem, esteve de facto mal. Podia ter sido expulso sim senhor, mas também p Sr Lucilio Batista podia ter marcado um penalti sibre o Joao Tomás, não podia ?
No Brasil, o Nem ganhou tudo o que havia para ganhar. Só lhe pergunto quantos defesas centrais temos nós assim em Portugal. Talvez no benfica ou no sporting, não ?!!!
Faltou apenas a coragem parqa dizer que o SCBraga não tem estofo para estar em 1º ! A semana passada passamos a vantagem de 2 para 5 face ao 2º e foi o quê ? Esta semana passa outra vez de 5 para 2 e já é falta de brio ? Sois pequeninos de horizontes. E quem disse que o porto e o benfica vão ganhar ? Será dedo mágico ? Ou tudo se perfilha para mais uma "leiriaça" ? A esta hora, estou mesmo convicto que honestamente o benfica não ganha ao Rio Ave !
Lastimável também a razão da reportagem primeiro ao jogo de Belem. Porque raio, quando este nãõ só não foi 1º, como ainda por cima, foi o jogo do Lider ?
Se puderem apagar o meu perfil, façam o favor.
Nem perco mais tempo com quem não mereçe

#1 | Comentado por: Bracarus | 24 de maio de 2009 às 20:09

ok, está confirmado o Bracurus ñ bate bem da cabeça

só pode, em suma todos os comentários k podemos tirar deste utilizador são de mente doentia e que ñ vê a realidade.

O nem para si é o melhor central no mundo, é pena os outros ñ abrirem os olhos e ñ o contratarem (NOT)

O braga ñ tem estofo para ser a melhor equipa em portugal, mas está no 1º lugar ñ é por acaso, mas sim devido á modéstia do seu treinador, quando esse ingrediente falha, vamos lá ver o braga a descer!

Voçê axa k a CS está a fazer um cambalacho contra o braga, axa k por acaso perderia esse tempo com uma equipa k nada é ainda na sua história?, axo k a CS até nutre um orgulho e faz sempre comentários elogiosos a essa equipa, pois mais uma equipa para rivalizar com os outros 3 grandes é melhor ainda, tornando-se o campeonato mais emotivo e interessante.

A unica coisa k digo é isto: srº bracurus cresça e apareça

#2 | Comentado por: Rionx | 24 de maio de 2009 às 20:09

Bracarus, como diz o Rionx, CRESCE E APARECE.

#3 | Comentado por: André Rodrigues | 24 de maio de 2009 às 20:09

Há uma semana andava aqui com comentários anti-benfica... hoje como o jogo correu mal já começa a espingardar para todo o lado. É o verdadeiro mau perder.

Quanto ao Braga... bem não lhes correu de feição como jogos anteriores. Mas continuam lideres e bem.

#4 | Comentado por: vsnunes | 24 de maio de 2009 às 20:09

Então mas não era este que se dizia licenciado, bem formado e quadro superior de uma multinacional? Não parece lá muito bem formado!

A semana passada disse que o Braga durava pouco mais e todos me cairam em cima. Inclusivé tu ó vsnunes!

#5 | Comentado por: Pedro Neto | 24 de maio de 2009 às 20:09

... e em resposta ao Bracarus: Na semana passada vi um programa brasileiro sobre futebol com 3 comentadores - não me lembro do nome - que dá no GNT em que se falou que o Nem era o patrão da defesa do lider do campeonato português e foi a risada geral!

#6 | Comentado por: Pedro Neto | 24 de maio de 2009 às 20:09

Deixa lá , Pedro Neto , o Jardel também era motivo de gozo no Brasil, sobretudo pela imprensa carioca e foi o melhor avançado do futebol portugês desde o Eusébio.

O que os brasileiros dizem , nem sempre se escreve e além disso , na minha opinião o verdadeiro patrão, no sentido de ser melhor jogador, da defesa do Braga é o Nunes.

O Braga perdeu bem , principalmente porque faltou meio-campo , O Hugo Leal não tem um substituto à altura e o Vandinho pareceu-me cansado , parabéns ao Maritimo que tem equipa para lutar pela Uefa, está provado que os jogadores brasileiros jogam muito melhor com treinadores brasileiros.

#7 | Comentado por: Swabian Wolf | 24 de maio de 2009 às 20:09

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