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terça-feira, 15 novembro 2005

As 10 melhores defesas do futebol europeu

Categoria: Col: Rui Malheiro

FC Sheriff

1. Sheriff Tiraspol (Moldova) - 2 golos sofridos (13 jogos)
2. Sporting de Braga (Portugal) - 2 golos (10 jogos)
3. Vitória de Setúbal (Portugal) - 3 golos (10 jogos)
4. Rangers (Andorra) - 3 golos (7 jogos)
5. Murata (San Marino) - 3 golos (6 jogos)
6. Dinamo Zagreb (Croácia) - 4 golos (15 jogos)
7. TNS Llansantffraid (Gales) - 4 golos (12 jogos)
8. Nacional da Madeira (Portugal) - 4 golos (10 jogos)
9. AEK Atenas (Grécia) - 4 golos (9 jogos)
10. Glentoran (Irlanda do Norte) - 4 golos (8 jogos)

Olhando para o top 10 das melhores defesas dos campeonatos europeus, realça-se o facto de estarem presentes três clubes portugueses, com a curiosidade ainda maior de nenhum ser um 'grande', a que se junta ainda o AEK Atenas, orientado pelo português Fernando Santos, que segue em segundo lugar da Liga grega, com apenas uma derrota e quatro golos sofridos em nove jogos.

Estes números, aliados às boas carreiras de Sp. Braga, Nacional e Vitória de Setúbal confirmam que no futebol português as boas carreiras passam mais pela solidez defensiva do que pela capacidade ofensiva, como também o prova a quebra da média de golos por jornada, o que significa que se defende cada vez melhor, mas também que se ataca pior, ideia consolida pelo facto deste ser, desde 1997/98, o único campeonato que não conseguiu, até à jornada 11, uma jornada com uma média de 3 golos por jogo.

O Vitória de Setúbal, sexto classificado à entrada para a jornada 11, em igualdade pontual com o Sporting (5º), é o espelho disso mesmo: 2ª melhor defesa da Liga, 3ª melhor defesa dos campeonatos europeus e 2º pior ataque da Liga portuguesa, com apenas 6 golos, o que perfaz uma média ligeiramente superior a um golo de dois em dois jogos.

Quanto ao líder da tabela, ainda que em igualdade de golos sofridos com o Sp. Braga, mas com mais partidas disputadas, é o emblema moldavo FC Sheriff Tiraspol, penta-campeão do seu país. A caminho do hexa, já que dispõe de uma vantagem de 12 pontos sobre o Zimbru Chisinau, registe-se o facto que a principal diferença entre os dois conjuntos está na solidez defensiva: é que o Zimbru tem mais três golos marcados que o Sheriff, contando nas suas fileiras com Sergiu Chirilov, o melhor marcador do campeonato, mas tem mais 10 golos sofridos, que significaram quatro derrotas, duas delas diante do Sheriff Tiraspol, que ainda não perdeu na Liga Moldava.



Sp. Braga

2 golos sofridos:
Rio Ave (F) - 2/1 V (Andrés Madrid na própria baliza)
Marítimo (F) - 0/1 D (Kanú)

[notas]
- é a única equipa da Liga que ainda não sofreu golos em casa
- defesa sólida, que transita da época anterior: Paulo Santos é o guarda-redes ; Abel e Luis Filipe, o único reforço, têm repartido utilização à direita ; Nunes e Nem formam a dupla de centrais ; Jorge Luiz é titularíssimo à esquerda.
- Nunes, desde que representa o Sp. Braga (2ª época), falhou 4 jogos de Liga: 1 vitória, 1 empate e 2 derrotas, diante de Penafiel (2004/05) e Marítimo (2005/06). Ao todo, soma 41 jogos com a camisola bracarense na Liga: 23 vitórias, 11 empates e 7 derrotas. Em igual período, Nem somou 37 jogos pelo Sp. Braga na Liga: 23 vitórias, 8 empates e 6 derrotas.
- Paulo Jorge, primeiro 'backup' da dupla de centrais bracarense, foi chamado por 17 vezes à equipa desde a temporada passada. O Sp. Braga nesses jogos somou: 7 vitórias, 4 empates e 4 derrotas.


Vitória Setúbal

3 golos sofridos:
Paços Ferreira (C) - 0/1 D (Fredy)
Sporting (F) - 0/1 D (Deivid)
Vitória Guimarães (C) - 0/1 D (Saganowski)

[notas]
- Sempre que o Vitória de Setúbal sofreu golos perdeu os jogos.
- Ainda não sofreu qualquer golo nas segundas partes das partidas. Todos os golos sofridos aconteceram entre os 30 e 45 minutos.
- Marcelo Moretto sofreu os dois golos em casa, enquanto Marco Tábuas, chamado à equipa após expulsão de Moretto, sofreu o único tento fora de casa, já depois de ter defendido uma grande penalidade de Liedson na sua primeira intervenção na partida.
- Linha defensiva de quatro unidades, suportada, normalmente, por uma linha de três centro-campistas de características defensivas. Nas laterais, Janício ocupa o lugar habitualmente ocupado por Éder a temporada passada, com maior eficácia a nível defensivo, enquanto que Nandinho se mantém à esquerda, com a regularidade habitual. O centro da defesa mantém Auri e ganhou José Fonte, que conquistou o lugar a Veríssimo, após lesão deste no Bessa. Aposta totalmente ganha: Fonte, formado nas escolas do Sporting, é uma das revelações maiores desta Liga. A meio-campo, Norton de Matos não encontrou um médio criativo, reforçando a zona intermediária com um terceiro médio defensivo: Ricardo Chaves, a um nível inferior ao da época passada, mantém-se, sendo Dembelé a principal novidade, a que se junta Binho, o médio mais recuado, um jogador pouco utilizado na época anterior, que acabou por conquistar um lugar na equipa.


Nacional

4 golos sofridos:
Académica (C) - 2/2 E (Marcel (2, 1 de grande penalidade))
Sporting (C) - 2/1 V (Deivid)
FC Porto (C) - 0/1 D (Hugo Almeida)

[notas]
- O Nacional já utilizou os três guarda-redes na Liga: Hilário, que começou a época como titular, sofreu os 2 golos diante da Académica, lesionando-se diante do Sporting, jogo onde o espanhol Belman, que o rendeu, sofreu um tento de Deivid. O internacional esperança suiço Diego Benaglio, que começou a época no banco dos suplentes, conquistaria a titularidade na partida seguinte e não mais a largou: 6 jogos, apenas 1 golo sofrido, diante do FC Porto, com a afirmação dos madeirenses a passar muito pela sua competência dentro e fora dos postes.
- Ainda não sofreu qualquer golo fora de casa: 5 jogos, 3 vitórias e 2 empates, 4 golos marcados, 0 golos sofridos. Assim, é a única equipa da Liga que ainda não sofreu golos extramuros, sendo que apenas o FC Porto soma tantos pontos nessa condição como a formação de Manuel Machado: 11 pontos em 5 jogos.
- Miguelito, lateral esquerdo contratado ao Rio Ave, e o central Fernando Ávalos são os únicos indiscutiveis na zona defensiva madeirense, que já conheceu diferentes formatos: com 4 defesas, até à 6ª jornada, e depois da derrota contra o FC Porto, e com um esquema flexível, com três centrais, que permite aos laterais tornarem-se em volantes nos desdobramentos ofensivos, diante de Vitória de Guimarães e FC Porto. À direita, Patacas, utilizado em 8 jogos, é a principal opção, surgindo Emerson, adaptado ao lugar, e Luizinho como segundas opções. No eixo central, Fernando Cardozo, que começou a época lesionado, e Ricardo Fernandes são titulares num esquema de três centrais, sendo que Ricardo Fernandes torna-se a principal opção para actuar ao lado de Ávalos quando a equipa opta por um esquema de dois centrais.
- Um meio campo defensivo muito compacto e que raramente sofre alterações: Cléber Monteiro é habitualmente o médio mais recuado, que se limita a acções defensivas, apoiado por Chainho, mais fixo, e Bruno, mais móvel, dois jogadores que defendem sempre atrás da linha da bola, sendo que o último, quando a equipa parte para acções ofensivas, assume, por norma, a coordenação do jogo.

Publicado por rui malheiro às 00:12

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