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segunda-feira, 21 novembro 2005

Boavista 2 - 0 União de Leiria

Categoria: 05/06 SuperLiga , Boavista , U. Leiria

O Boavista regressou às vitórias na Liga fruto de um triunfo justo sobre a União de Leiria, que somou a sua segunda derrota consecutiva, mas continua a mostrar um futebol interessante, desde que Jorge Jesus assumiu o comando técnico da equipa. Por isso mesmo, e atendendo ao futebol cada vez mais enleado dos axadrezados, a partida foi interessante, com uma primeira parte muito viva, com oportunidades de golo junto das duas balizas. Contudo, a expulsão de Josieslei Ferreira, após agressão a Tiago, acabou por revelar-se num factor de desequilibrio. Isto porque Carlos Brito leu bem o jogo, e ao intervalo deixou Rui Duarte nos balneários fazendo entrar William Souza, assumindo um inédito 3x4x1x2 para fazer face ao 4x2x1x2 do adversário. Aposta totalmente ganha, já que, cinco minutos depois, João Pinto concluiu uma excelente iniciativa de Hélder Rosário pela direita. Jorge Jesus não tardou a responder, passando a assumir uma estratégia de 4x2x2x1 que abriu o jogo e obrigou Carlos Brito, pouco depois, a recuperar a linha de quatro defensiva, regressando ao 4x2x3x1 inicial. Foi assim que o Boavista acabaria por ampliar a vantagem, graças a um excelente movimento na área de William Souza, concluindo centro da direita de Paulo Jorge, que valeu o 2000º golo dos axadrezados na Liga portuguesa.



[análise táctica]

Carlos Brito apresentou o Boavista em 4x2x3x1: Carlos foi o guarda-redes ; a linha defensiva de quatro unidades contou com Rui Duarte e Carlos Fernandes, aproveitando a ausência de Areias, nas laterais, ficando Hélder Rosário e Cadú no eixo central ; a meio-campo, Tiago era o médio mais recuado, cabendo a Lucas o papel de médio volante, no apoio a João Vieira Pinto, o médio mais ofensivo ; Manuel José e Diogo Valente ocuparam as alas, com Fary Faye como unidade mais adiantada.

A União de Leiria, de Jorge Jesus, optou por um esquema idêntico ao do Boavista: 4x2x3x1, com Laranjeiro, Alhandra e Touré a ocuparem os lugares de Éder, João Paulo e Lourenço, que foram titulares em Alvalade. Assim, Fernando Prass manteve-se na baliza ; a linha defensiva de quatro unidades, contou com Renato e Gabriel no eixo central, ficando Laranjeiro, mais contido do que Éder, e Alhandra nas laterais ; o médio mais defensivo foi Paulo Gomes, com Harison a assumir o papel de médio volante, com influência na construção de jogo, em que apoiava Fábio Felício ; nas alas, Maciel jogou aberto na direita, enquanto que Touré foi aposta para a esquerda, acabando por ser substituido, devido a lesão, nos minutos iniciais, pelo argentino Matías Miramontes, bem menos explosivo do que o ala francês, mas que fez a sua melhor exibição desde que chegou a Leiria. Josieslei Ferreira, como tem sido habitual, foi a unidade mais adiantada dos leirienses.


[notas]

- O Boavista confirma-se como um dos clubes mais fortes a actuar em casa, onde apenas o Sp. Braga conquistou mais pontos. São 14 pontos somados em 18 possíveis, a que se junta o melhor ataque caseiro: 12 golos em 6 jogos, o que perfaz uma média de 2 tentos por partida.

- A União Leiria viu quebrada, com duas derrotas consecutivas extramuros, a fase de crescimento que o clube iniciara sob o comando de Jorge Jesus. Contudo, esta foi a quinta derrota em seis jogos fora de casa, onde a formação leiriense possui também a pior defesa da prova, com 14 golos sofridos, o que perfaz uma média superior a dois golos sofridos por jogo.

- João Pinto somou o golo quatro no campeonato, igualando Fary Faye como melhor marcador do Boavista. William Souza, que apontou o golo 2000 do Boavista na Liga portuguesa, chegou aos três golos, com a curiosidade de terem sido todos marcados na condição de suplente utilizado.

- Movimentações tácticas (I) Decisiva a intervenção de Carlos Brito ao intervalo, ao adoptar um 3x4x1x2 até aqui inédito. O antigo treinador do Rio Ave leu bem o jogo, colocando Cadú como líbero e Hélder Rosário e Carlos Fernandes como defesas marcadores atentos às movimentações de Miramontes e Maciel. Por fim, Tiago encarregava-se de Fábio Felício, o que permitia tapar todas as unidades criativas do adversário, criando uma situação ofensiva de dois avançados para dois defesas - William e Fary para Renato e Gabriel - e de dois extremos para dois laterais - Manuel José e Diogo Valente para Alhandra e Laranjeiro. Assim, Carlos Brito aproveitou ao máximo a inferioridade numérica do adversário, situação pouco habitual no futebol português, demasiado rigido quando chega a hora de abdicar de uma linha defensiva de quatro.

- Movimentações tácticas (II) Ainda antes do golo de João Pinto, Jorge Jesus já colocara a aquecer Paulo César, mas o tento dos axadrezados precipitou a substituição. Jesus abdicou de Fábio Felício, passando a actuar num 4x2x2x1, com Maciel e Miramontes no apoio a Paulo César. Essa situação levou a que a União criasse uma situação de 3 para 3 quando atacava, ainda que Tiago, já sem Fábio Felício para marcar, tentava fazer compensações à direita. Apercebendo-se das dificuldades do trinco em fazer compensações à direita, e atendendo ao crescimento ofensivo da formação leiriense, sete minutos chegaram para Carlos Brito recuperar a defesa a quatro, quando substituiu Fary por Paulo Jorge, que entrou para a direita, recuperando o 4x2x3x1 inicial, com o recuo de Manuel José para lateral direito. Seria Paulo Jorge, nove minutos após entrar em campo, a criar o lance que permitiu a William Souza chegar ao 2-0.

Publicado por rui malheiro às 19:55

Comentários

Poder-se-á considerar a vitória do Boavista como justa - eu tenho mais reservas nesse ponto - o que não é susceptível de ser escamoteado é a vergonhosa arbitragem - mais uma - do senhor Paulo Paraty.

Eu vi o jogo todo e considero a sua actuação como habilidosa. Esqueceu-se de expulsar o Hélder Rosário com uma entrada a 1 metro do chão à cabeça do Touré - que o levou ao hospital - lance aos 11 minutos em que nem sequer marcou falta.

Depois deixou o serralheiro Tiago distribuir fruta por tudo que era perna. Permitiu-lhe entradas de tesoura às pernas do Ferreira pelo menos 2 vezes. À segunda vez o brasileiro da União 'passou-se' e deu uma cabeçada no português. Nada justifica tal atitude mas o que é facto é que a cartolina vermelha ficou só para um lado.

Depois disso foi tudo mais fácil e com o regresso do grande João Pinto o Boavista venceu mais ou menos tranquilamente a jogar contra 10 durante 50 minutos.

2 jornadas consecutivas a ser enxuvalhados pela arbitragem, é uma vergonha!

E Pedro Santo, que grande jogo do Laranjeiro hein!

#1 | Comentado por: Pedro Neto | 24 de maio de 2009 às 20:08

Concordo com tudo o que disseste, Pedro Neto. No entanto, acho que o Laranjeiro fez um jogo apenas razoável (só defendeu).

Arbitragem ridícula do Paraty. Permitiu entradas de todas as maneiras e feitios (aquele Hélder Rosário, e não de agora, é um bárbaro). O Leiria dominava por completo o jogo até o Ferreira se passar com mais uma tesourada do Tiago (que nem ia ver amarelo, mas como depois o Ferreira viu o vermelho...).

E houve quem achasse normal o Boavista, aos 60 minutos do jogo com o Sporting, ter apenas quatro faltas assinaladas. Dos dois jogos que vi este ano, não os vejo fazer menos faltas. Vejo é os árbitros não as marcarem.

#2 | Comentado por: Pedro Santo | 24 de maio de 2009 às 20:08

Olá Pedro Santo. Agradecia que me contactasses em

http://bancadadirecta.blogspot.com/

Um grande abraço

#3 | Comentado por: pedro pita | 24 de maio de 2009 às 20:08

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