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quarta-feira, 11 janeiro 2006

Naval 1 - 2 FC Porto

Categoria: 05/06 Taça de Portugal , FC Porto , Naval 1ºMaio

bocejo.jpg

Um longo bocejo

A 'festa da Taça' é uma coisa muito bonita e toda a gente gosta quando os clubes mais pequenos derrotam os 'grandes' numa reedição da história de David e Golias, gritando aos quatro ventos: 'Fez-se Taça!' e recordando nos anos vindouros esses feitos dos 'tomba-gigantes'. De facto, é uma das particularidades do futebol que mais é apreciada e com a qual simpatizo, mas o essencial era que se fizesse futebol, para variar! Não fora por Bruno Paixão e os 90 minutos que desperdicei a ver este jogo tinham sido ainda mais entediantes. Mas adiante...

Apenas com as novidades típicas da Taça, a postura das equipas não surpreendeu: o Porto a tentar resolver a coisa rápido, e a Naval a tentar que a coisa se prolongasse, para quê foi coisa que não compreendi! A história do jogo conta-se em 4 cenas: na única jogada de futebol da partida (bastante boa por sinal) Diego coloca os Dragões em vantagem; um árbitro-auxiliar marca uma grande penalidade e a Naval empata; o outro árbitro-auxiliar marca outra grande penalidade e o Porto coloca-se novamente em vantagem; Bruno Paixão (finalmente!!!) acaba com o jogo. O resto foi só para preencher tempo e torturar os espectadores!

Honestamente já não há paciência para jogos destes! As duas equipas podiam e deviam ter feito melhor. Mas quando no fim do jogo Álvaro Magalhães vem dizer que a sua equipa fez uma 'excelente exibição', ainda mais parvo fico! Como é que é possível falar-se em 'excelente exibição' de uma equipa que só quando se encontrou em desvantagem se lembrou que o objectivo do jogo é marcar golos, que depois de estar empatada se encaixotou na área e que nem sequer teve capacidade para reagir quando em nova desvantagem? Será que ainda falava do jogo com o Penafiel? Está tudo doido!

Ficha do jogo

Estádio: José Bento Pessoa, Figueira da Foz

Árbitro: Bruno Paixão (AF Setúbal)

Naval: Taborda - Nélson Veiga, Franco, Fernando, João Paulo - Glauber (54' Gilmar), Solimar, Fajardo (63' Rui Miguel), Pedro Santos (78' Bruno Fogaça) - Lito, Saulo. TR. Álvaro Magalhães

FC Porto: Hélton - Bosingwa, Pepe, P. Emanuel, Cech - Raúl Meireles (88' Ibson), Lucho, Diego - Quaresma (46' Alan), Jorginho (81' Hugo Almeida), Lisandro. TR. Co Adriaanse

Golos: 25' Diego (0-1); 48' Saulo g.p. (1-1); 78' Lucho g.p. (1-2)

Publicado por bruno ribeiro às 23:17

Comentários

Pois, no meu caso foi um bocejo apenas interrompido pelo segundo golo do Sporting em Alvalade( ouvido no relato tem mais emoção!). Em todo o caso, do que vi, restou o tédio de ver uma equipa permanentemente em cima da outra- que apenas chegou à igualdade porque Bruno Paixão esteve ao seu nível habitual. Desconhecia que Álvaro tivesse vindo dizer que a sua equipa tinha estado bem. Do que vi( toda a segunda parte e partes da primeira aos bocados) a Naval levou um banho de bola do Porto, e bem pode agradecer a Bruno Paixão( que compensou o seu inacreditável primeiro penalty, com um segundo discutível) não ter sido goleada, pois se aquele penalty não tem sido assinalado, com um Porto a jogar no contra-ataque, teria dado uns três ou quatro, nas calmas.

Um abraço
http://bancadadirecta.blogspot.com/

#1 | Comentado por: pedro pita | 9 de agosto de 2006 às 14:16

tem tanto de extraordinário a capacidade do fiscal de linha de conseguir ver aquela grande penalidade (apesar de as imagens a partir da linha final confirmarem a justeza da decisão) quanto a decisão do Bruno Paixão em considerar o lance do Cech grande penalidade. O remate é à queima roupa, o Cech não efectua qualquer movimento em direcção à bola e é marcada a grande penalidade, fantástico. A forma como os jogadores comandados por Alvaro Magalhães atacavam as pernas dos adversários fez lembrar o velho Boavista.

#2 | Comentado por: Offshore | 9 de agosto de 2006 às 14:16

Análise da "bola" ao jogo Naval-fcporto: "Dois penalties, ambos duvidosos, mas a certeza de que um deles, do qual nasceria o êxito do FC Porto, foi tirado pelo assistente do lado aposto, que jamais poderia ter visto correctamente o lance... "

Acho que o assistente passou a noite nas putas...

#3 | Comentado por: Telmo | 9 de agosto de 2006 às 14:16

a questao é mesmo essa. independentemente de ser ou não grande penalidade, a questão é - como é que o assistente consegue ver a falta, estando o jogador de costas para ele?!

de acordo com as regras, os defesas não se podem fazer aos lances, na grande área, de braços no ar. porque mesmo que não levem a mão à bola, se ela lhes toca sofre um desvio, e isso é motivo para grande penalidade. se não fosse os jogadores quando fazem barreira, nos livres, colocavam todos os braços no ar, e se a bola lhes tocasse diriam que as mãos e os braços já lá estavam...

isto é claro. só que pelos vistos o ano passado, quando o benfica recebeu o belenenses e ganhou 1-0 com um penalty depois de um lance parecido, aí já não se aplicava esta regra para a maioria da opinião pública, vá se lá saber porquê. mas enfim, é o costume...

#4 | Comentado por: ana oliveira | 9 de agosto de 2006 às 14:16

Os mesmos que se revoltaram com a marcação do penalty de Pélé no Benfica-Belenenses são os mesmos que agora acham penalty no lance do Nélson Veiga.

E o Quaresma lá se safou da expulsão aos 36 minutos, talvez tenha sido por isso que o Co o tirou ao intervalo. E sendo assim comprovou-se que o Porto sem Quaresma é fraquito!!

#5 | Comentado por: Pedro Neto | 9 de agosto de 2006 às 14:16

Eu acho que os 2 lances são para penalty. Os jogadores não podem andar a jogar feitos borboletas. Se o fazem arriscam-se a que a bola lá vá bater, e isso é falta. Quer seja intencional ou não.

Achei piada foi o facto de ter sido o fiscal a marcar. Quase que apostava que ele não viu um cu, não só porque o jogador estava de costas, mas também porque tinha mais gente á frente e nem sequer estava alinhado com o lance. Não cheguei a pereber se a bola bateu no peito do gajo da Naval ou não , mas de qualquer modo aquilo não é maneira de se fazer ao lance e assim arrisca-se sempre a que seja assinalada falta.

O mesmo se passou no lance do Nem contra o Benfica. Em imagem corrida parece mesmo que a bola lhe bate no braço por causa do movimento que ele faz. Só depois da repetiçao é que se vê que a bola bateu efectivamente no peito.

#6 | Comentado por: Fireal | 9 de agosto de 2006 às 14:16

Um joguinho morno, com 2 casos.
Um prejudica o FCP, o outro a Naval.
penso que o penalty sofrido pela Naval era realmente penalty, pois não cabe na cabeça de ninguém entrar assim á bola, dentro da área.(penso que pelas imagens televisivas, se confirma que há penalty)
De qualquer das formas, o fiscal de linha precipitou-se, pois estou certo que não teria certo do que assinalou.
Ainda assim, uma justa vitória do FCP.

Vamos em frente, p'ra dobradinha...

Saudações a todos.

#7 | Comentado por: Billy Joe Fagundes | 9 de agosto de 2006 às 14:16

Um joguinho morno, com 2 casos.
Um prejudica o FCP, o outro a Naval.
penso que o penalty sofrido pela Naval era realmente penalty, pois não cabe na cabeça de ninguém entrar assim á bola, dentro da área.(penso que pelas imagens televisivas, se confirma que há penalty)
De qualquer das formas, o fiscal de linha precipitou-se, pois estou certo que não teria certo do que assinalou.
Ainda assim, uma justa vitória do FCP.

Vamos em frente, p'ra dobradinha...

Saudações a todos.

#8 | Comentado por: Billy Joe Fagundes | 9 de agosto de 2006 às 14:16

Vou só comentar alguns aspectos:

Primeiro, à pessoa que o comentou que o FCP sem Quaresma é fraquinho:

Antes de mais, obrigado pelo elogio ao Quaresma. Um comentário desses quer sem dúvida dizer que o valor do miúdo - formado nas escolas do sportem - é sem dúvida brutal e fará em breve que a venda do Deco - que não serviu para o benfica - atinja cada vez mais numeros astronomicos.
O FCP na segunda parte contra A Naval jogou bastante melhor. Fez mais remates, e encostou a Naval completamente à sua grande area, já sem Quaresma em campo. Não percebo portanto, a validade da afirmação que agora comento.

Segundo, os penaltys.
O primeiro penalty do Cech quanto a mim não é penalty, a não ser que a lei diga o contrário. Eu pessoalmente acho que a lei diz que um jogador quando está a fazer um movimento completamente natural - neste caso de impulsão ao movimento da corrida - com um jogador a um metro dele que cruza e a bola bate-lhe no braço, não tem qualquer intenção de cometer o penalty.

O segundo penalty quanto a mim é sem dúvida nenhuma penalty. A quando do cruzamento do alan, que se espera, o Nelson VEiga tem os dois braços no ar, numa posição completamente anti natural que visa tirar proveito dessa mesma posição para ocupar um maior espaço para para parar a bola. Se não bastasse, a bola bate no peito do Nelson Veiga que com o braço não a deixa passar para trás. Penalty.

Terceiro. Agora critica-se também o facto do fiscal de linha ter visto o lance (de maneira acertada). Se repararem nas repetições do lance, a repetição que mais passou foi a que dava o angulo de visão do próprio arbitro, que nada assinalou. De facto nesse angulo não se percebe qualquer infração. A repetição - que apenas passou 2 ou 3 vezes, vá-se lá saber porquê - que mostra a infracção é exactamente o angulo em que o fiscal de linha vê a jogada e por isso assinala o penalty.

Pronto. É um bocado triste que tenha que explicar o óbvio, mas é assim que isto funciona.

#9 | Comentado por: Filipe Sa | 9 de agosto de 2006 às 14:16

O penalty contra o Porto não me parece que seja. O do Nélson Veiga - e só vi uma repetição - também não me pareceu. Mas, realmente, quem anda a dançar o vira no meio da área, arrisca-se.

Acho que nenhum dos dois era falta.

#10 | Comentado por: Pedro Santo | 9 de agosto de 2006 às 14:16

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