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segunda-feira, 16 janeiro 2006
Um golo de Lucho e duas setas virtuosas
Categoria: 05/06 SuperLiga
Num jogo em que Baia será eterno protagonista (pelo menos durante uma semana), todos se têm esquecido do mais importante. Incluindo eu, pelo menos, até agora. O mais importante, caros leitores, foi o que de bom se viu no relvado (ou qualquer coisa parecida com isso) da Reboleira.
Nesse jogo vi uma memória, uma memória confortável para os jovens adeptos (será que os há?) do Estrela da Amadora. Imagino-me daqui a umas decadas e a encontrar um desses jovens, e quando lhe perguntar como está o clube, ele responde-me com resignação e cerveja aqui, tremoço ali, estares a falar daquela equipa que não era nada de especial, mas que tinha Semedo e Manú. Falaremos com alegria daquela dupla de extremos que durante uma época fez miséria nos campos portugueses, que aliava velocidade, técnica, criatividade e imaginação. Uma dupla que salvou o Estrela da Amadora da mais que anunciada descida de divisão e que merecia a admiração dos adversários. Ontem essa dupla voltou a encantar. É por jogadores como estes que por vezes tenho pena que certos clubes não tenham adeptos. Como seria mais bonito ver bancadas preenchidas a deliciar-se com estas setas. O seu futuro? Isso pouco importa agora.
O outro momento do jogo será infelizmente esquecido. Tenho que reconhecer que não pertencia a este jogo. O golo de Lucho merecia outro relvado, merecia outro resultado. Num momento de inspiração Paulo Assunção passa a bola por cima da defesa, colocada em bloco na entrada da grande área, e Lucho desmarcando-se com grande velocidade desvia calmamente a bola para as redes. Foi um toque suave, com a mera intenção de reencaminhar a solicitação sorrateira de Assunção, sem ferir a bola, sem esforço, com extremo cuidado para não importunar ninguém. Não foi espectacular, não resultou de um esforço herculeo, nem de um truque imprevisível, foi simplesmente um golo de inteligência. Como são belos esses golos.
Publicado por alexandre calado às 17:43
Comentários
Foi aquilo a que eu chamo um golo de classe. Classe essa que não teve (felizmente) Hugo Almeida após um passe (melhor ainda do que o de Paulo Assunção) de Lucho Gonzalez.
Do mesmo género foi o golo de Geovanni ao Paços de Ferreira (também chamo um golo de classe mas mais à ponta de lança ) com aquele toquezinho subtil apenas a evitar que o guarda redes do paços pudesse chegar à bola.
#1 | Comentado por: VelhoEstilo82 | 9 de agosto de 2006 às 14:16
Sem dúvida, grande golo de um grande jogador. Lucho é pura classe!!
#2 | Comentado por: Pedro Neto | 9 de agosto de 2006 às 14:16
Mais do que o golo do Lucho o que deu grande classe a esse lance foi o ENORME passe do Paulo Assunção. Aquele passe foi 75% do golo.
#3 | Comentado por: Paulo Ricardo | 9 de agosto de 2006 às 14:16
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