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terça-feira, 24 janeiro 2006
New kids on the block
Categoria: Col: Bruno Ribeiro

O Arsenal completou a contratação do jovem avançado do Théo Walcott, ex-Southampton, de 16 anos pelo recorde (para um jogador da sua idade) de 8,85 milhões de euros; soma que pode ascender aos 21,25 milhões de euros através da prossecução de objectivos por parte do jovem prodígio. Walcott apontou 5 golos em 13 jogos esta temporada, e é uma das grandes esperanças do futebol inglês; se a isso juntarmos a investida do Chelsea pelo mesmo jogador, poderá ser mais fácil compreender o porquê de os Gunners despenderem tal quantia por um jogador em fase de maturação.
Mas a pergunta mantém-se: fará sentido contratar jogadores com esta idade quando não é certo o seu valor real, apenas baseando-se em especulações evolutivas? Na minha opinião, e dentro da conjuntura de mercado actual, faz todo o sentido embora as verbas sejam absurdas.
Cada vez mais as leis do mercado apontam para o triunfo dos clubes que saibam antecipar o sucesso e prepará-lo com antecedência. Essas leis são ainda mais reais com a entrada de oligarcas como Abramovich que dotam certos clubes de uma capacidade financeira sem comparação, ao que os restantes tentam responder contratando por antecipação. Mas a verdade é que esta nova lei do mercado tem também como ponto central o próprio Chelsea e o seu projecto de futuro: a chegada de Mourinho coincidiu com a re-estruturação da Academia do clube londrino, sendo que o técnico português afirmou desde logo estar interessa não tanto na compra de vedetas, mas na compra dos melhores jogadores do mundo com menos de 18 anos.
Mourinho deu o mote com a contratação de Nuno Morais ao Penafiel, mas as atenções dos Blues centram-se agora em jogadores mais novos, como atestam os 5 milhões de euros pagos pelo central sérvio Slobodan Rajkovic de 16 anos que se impôs desde já no OFK Belgrado, que deixará apenas em 2007, e que é tem uma boa possibilidade de integrar a equipa de sub-21 da Sérvia e Montenegro no Europeu deste ano que decorrerá em Portugal. Mas o Chelski não ficou por aqui contratando vários jovens (11 no total), alguns dos quais à revelia dos seus clubes tendo sido obrigado a pagar um total de 3,7 milhões de euros em compensações apenas por 3 jovens atletas; e não nos esqueçamos do ‘desvio’ de Ricardo Fernandes e de Fábio Ferreira da Academia de Alcochete.
Ainda assim, não foi o Chelsea que iniciou todo o processo, apenas contribuiu de forma decisiva para o seu mediatismo. Basta um relance pelas equipas de reserva dos clubes ingleses para nos apercebermos da quantidade de jovens oriundos dos mais diversos pontos do planeta que por lá pairam. O mesmo se passa em outras paragens, sendo disso exemplo mais notável o Ajax e as suas academias africanas, onde pescam os talentos em bruto para depois os moldarem na filosofia que se iniciou no De Meer e que agora se mantém na Arena. Em Itália, também tem vindo a ser prática corrente a compra de jovens jogadores para depois apostar na sua formação, sendo o caso mais recente de sucesso o búlgaro Valeri Bojinov, que aterrou em Lecce com 15 anos, e que com a camisola da Fiorentina despertou o interesse e a cobiça de Inter, Bayern Munique e Hamburgo.
A vizinha Espanha é outro cenário onde esta abordagem floresce, sendo o Barcelona exemplo mor disso com as contratações precoces de Lionel Messi e de Geovanni dos Santos, duas das maiores promessas do futebol mundial; o clube culé tentou ainda há pouco tempo a contratação de Eric Lamela, jovem argentino de 12 anos que actua no River Plate, intento que esbarrou na pressão da opinião pública argentina. O rival Real Madrid, em tempos pioneiro, tem-se deixado ficar para trás com a sua preocupação em contratar galácticos; mas não nos podemos esquecer que Estebán Cambiasso foi contratado com 15 anos e deixado a maturar no River até ter idade para viajar para Espanha.
Por cá, sempre foi política dos grandes clubes ‘pescar’ jovens talentos em clubes mais pequenos para depois os ‘trabalharem’, com o destaque óbvio para o Sporting. No entanto, com o jogo a mudar-se de um plano nacional para o internacional, tem sido claramente o FC Porto a apostar mais forte. Para lá do investimento em Anderson, e aqui o factor antecipação foi crucial, os Dragões têm feito investimentos avultados para reforçar as suas camadas jovens com o óbvio objectivo de retirar daí dividendos mais tarde. Bruno Gama foi contratado ao Sp. Braga por cerca de 750 mil euros mais o passe de Cândido Costa; expediente semelhante foi usado para contratar Vieirinha e Márcio Sousa ao V. Guimarães por troca com Rafael. Mas como nem só com trocas se fazem negócios, o FC Porto apostou nas contratações de jovens jogadores como Joel (ex-Toulouse), Nuno Coelho (ex-Sp. Covilhã e cobiçado pelo Chelsea), ou os gémeos Paixão, Flávio e Marco (ex-Sesimbra). Mais recentemente, os Dragões acertaram a contratação de Rámon Arcas Cadenas, jovem de 14 anos que jogava ACR Águilas de Múrcia; sem claro nos esquecermos do jovem Christian Ion que com 10 anos passou do Olhanense para o Sporting.
A questão que importa aqui responder, e que já apontei, é se valerá a pena fazer este tipo de investimento em jogadores dos quais apenas se tem uma impressão de potencial e não uma certeza daquilo que realmente irão valer quando chegar a hora de transitar para o futebol profissional ‘a sério’. Os riscos são imensos, e a probabilidade de ganhos é reduzida, até porque aos gastos com as contratações há que juntar os gastos com a formação do jogador. Por outro lado, equipas dotadas com bons olheiros e com instalações e uma academia de bom nível, conseguem dotar-se, tendo em vista o futuro, com atletas com uma enorme margem de progressão e de grande potencial, que não só se tornarão activos desportivos de elevado valor, como se poderão tornar em mais-valias financeiras. Mas, e uma vez mais realço, o grande objectivo aqui é conseguir os jogadores antes dos adversários, sobretudo aqueles que têm um potencial financeiro superior, de forma a puderem competir com estes.
O futuro do mercado do futebol passa, também e se calhar sobretudo, por aqui e esperam-se as novas contratações sendo as mais apetecidas as de John Obi Mikel (jogador do Lyn Oslo alvo de uma disputa acesa entre Chelsea e Manchester Utd), Freddy Adu (jovem prodígio americano de origem ganesa que actua nos DC United) e o brasileiro Kerlon (jogador do Cruzeiro). Isto para não falar nos ‘futuros Maradonas e Pelés’ com 10, 11 ou 12 anos que tanta cobiça despertam.
Publicado por bruno ribeiro às 16:32
Comentários
olá a todos
esta é a primeira vez k comento aqui um artigo e nao posso tar de acordo com o k leio formaçao é para ser feita pelos clubes pequenos para depois vender aos grandes ..
pagar 9 milhoes por um miudo é ridiculo e pode nunca vir a ter retorno desportivo ou financeiro .
já agora porque nao comentarem os preços dos bilhetes do derby ?
um abraço para todos
#1 | Comentado por: bernardo76 | 9 de agosto de 2006 às 14:15
olá a todos
esta é a primeira vez k comento aqui um artigo e nao posso tar de acordo com o k leio formaçao é para ser feita pelos clubes pequenos para depois vender aos grandes ..
pagar 9 milhoes por um miudo é ridiculo e pode nunca vir a ter retorno desportivo ou financeiro .
já agora porque nao comentarem os preços dos bilhetes do derby ?
um abraço para todos
#2 | Comentado por: bernardo76 | 9 de agosto de 2006 às 14:15
o freddy adu não joga no New York , e no DC United..
Eu acho um enorme exagero esse dinheiro por um miudo de 16 anos
#3 | Comentado por: Andre Marques | 9 de agosto de 2006 às 14:15
Atenção que Theo Walcott é um fenómeno a seguir.
O miudo tem uma capacidade fora do comum, um drible e velocidade fabulosos, para além de finalizar com frequência.
Podemos estar todos enganados, mas acho que Theo é um caso sério.
#4 | Comentado por: Pedro_1970 | 9 de agosto de 2006 às 14:15
Obrigado pela chamada de atenção André Marques. Erro corrigido. Gostava era de saber como é que o fiz quando tinha acabado de me certificar que era no DC que ele jogava...
Caro bernardo76:
não está de acordo com a política ou com algo que eu escrevi? Não consegui perceber...
#5 | Comentado por: Bruno Ribeiro | 9 de agosto de 2006 às 14:15
Caro Bruno Ribeiro:
nao tou de acordo com a politica porque contra o k escreveu nao tenho nada k tar de acordo ou nao ,é a sua opinião e eu respeito.
no caso de clubes portugueses concordo com a formaçao porque se nao vendermos um jogador por época os nossos clubes vao certamente falir.
no caso de clubes grandes tipo chelsea arsenal juventos etc ,esses precisam de jogadores já formados adultos k aguentem a pressão de ter de ganhar sempre .
se nao for assim esses clubes vao andar a fazer o trabalho k nao lhes compete e andar arredados dos títulos muito tempo .
um abraço para todos ...
#6 | Comentado por: bernardo76 | 9 de agosto de 2006 às 14:15
o Benfica desde que Carraça é director da formação também tem alinhado nesta politica. Brezovacki, Jeremic, Patafta, Canales, Balazic, Fábio Neiva, Sami, Rivaldo... tudo jovens estrangeiros que jogam nas camadas jovens ou equipa B.
#7 | Comentado por: Cláudio Assunção | 9 de agosto de 2006 às 14:15
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