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domingo, 19 fevereiro 2006

FC Porto 1-0 Marítimo

Categoria: 05/06 SuperLiga , FC Porto , Marítimo

raul_meireles.jpg

Com mais necessidade do que o que seria de esperar, e do que se poderia evitar, o FC Porto venceu o Marítimo e manteve os cinco pontos de avanço para o segundo classificado Sporting. O jogo foi pobre, com as duas equipas a não conseguirem realizar exibições que possam levar uma nota positiva: o FC Porto porque quando se encontrou em vantagem pura e simplesmente acomodou-se, o Marítimo porque só no segundo tempo se dispôs a atacar e mesmo assim pouco. O jogo acabou por ter mais emoção na segunda parte, devendo-se tal à uma maior predisposição madeirense em atacar, e ao laxismo do FC Porto; mas por emoção entenda-se alguns lances de golo repartidos, mas futebol muito trapalhão e desconexo de lado a lado.

A dúvida era saber como o esquema de Adriaanse se iria aguentar sem Pepe e com Bruno Alves no centro da defesa; e a verdade é que os poucos erros defensivos do FC Porto não se ficaram a dever ao nº13, mas sim a Bosingwa que continua a complicar o que é fácil. Já a ausência de Quaresma foi mais sentida porque Alan voltou a desperdiçar a oportunidade para tentar mostrar-se como uma mais-valia; se ao mau jogo do brasileiro, juntar-mos a desinspiração de Ivanildo não é difícil de perceber que o ataque do FC Porto ficou entregue às investidas de Lucho e de Raúl Meireles e às combinações de McCarthy e Adriano. O ponto de equilíbrio da equipa voltou uma vez mais a ser Paulo Assunção.

É preciso notar que a fraca prestação ofensiva do FC Porto se deveu em grande parte ao esquema montado por Bonamigo: um 5x3x2, concebido puramente para aglomerar jogadores à entrada da sua área, tapando os caminhos para esta. Ofensivamente os madeirenses dependiam exclusivamente de Kanu e Zé Carlos, com o raro apoio de Caíco, situação que os impediu de criar mais situações de perigo durante o primeiro tempo, apesar de Kanu ter sido o primeiro a estar perto do golo com um remate ao poste depois de uma falha de Bosingwa.

Com dificuldade em criar espaços, os azuis-e-brancos recorreram várias vezes a remates de fora da área, tendo sido numa dessas tentativas que Raúl Meireles marcou o único golo do jogo. Em vantagem, os portistas procuraram explorar um possível adiantamento madeirense mas ficaram somente pelas intenções. O jogo foi mais equilibrado no segundo tempo, com o Marítimo a dispôr de duas boas ocasiões para igualar; mas das duas vezes Hélton opôs-se bem aos remates de Zé Carlos. Os dois lances tiveram o condão de despertar o FC Porto - situação a que também não foram alheias as entradas de Lisandro e especialmente de Jorginho - que voltou a assumir o controlo da partida, embora tenha ficado sempre a sensação de ter feito menos do que o que podia e devia. Até ao fim destaque para um remate potentíssimo de McCarthy ao poste e de dois lances perdidos por Jorginho já perto da pequena-área de Marcos.

O jogo teve ainda um momento confuso com Carlos Xistra a marcar uma grande penalidade por pretensa mão de Willians após remate de Lucho, situação que valeu ainda o cartão vermelho ao maritimista; depois de conferenciar com o seu auxiliar, o árbitro voltou atrás na decisão e retomou o jogo com bola-ao-solo. Tendo em conta que a primeira decisão se tratou de um erro, esteve bem o árbitro ao voltar a trás; não consigo perceber é o comportamento do auxiliar que num primeiro momento esteve de acordo com Xistra, avançado de imediato para a linha lateral da área, mas depois corrigiu o árbitro. Não teria sido mais fácil ter no imediato chamado a atenção a Carlos Xistra?

Com esta vitória o FC Porto mantém o Sporting a cinco pontos de distância e parte para a Luz com uma vantagem de 8 pontos que lhe permitirá colocar toda a pressão da partida no Benfica. Já o Marítimo começa a perder 'gás' e a ficar numa situação complicada para a fase final da Liga.

Ficha de Jogo

Estádio: do Dragão, Porto

Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco)

FC Porto (3x3x4): Hélton - Bosingwa, Bruno Alves, Pedro Emanuel - Paulo Assunção, Raúl Meireles, Lucho González - Alan (59' Lisandro López), Ivanildo (82' Hugo Almeida), Adriano (66' Jorginho), Benni McCarthy. TR Co Adriaanse.

Marítimo (5x3x2): Marcos - Briguel, Fernando, Willians, Valnei, Evaldo - Wénio, Caíco (76' Rincon), Mancuso (76' Filipe Oliveira) - Kanu, Zé Carlos. TR Paulo Bonamigo.

Golo: 21' Raúl Meireles (1-0)

Figura: Paulo Assunção

Publicado por bruno ribeiro às 22:03

Comentários

MAIS UMA BELA VITÓRIA !!!
VAMOS NO CAMINHO CERTO !!!
FORÇA PPPPPPPPOOOOOOOOORRRRRRTTTTTTTOOOOO!!!!

#1 | Comentado por: bando_da_vermelhinha | 9 de agosto de 2006 às 14:13

Mais uma jornada sem que arranhem o posto do FCP (Futuro Campeão Português).
Dá orgulho ser Portista.
Só tenho pena de que, como diz o outro, estejemos desesperados,lol:)
Vamos à Luz com moral para fazer aquilo que nos ultimos tempos mais temos feito, ganhar.

Saudações.

#2 | Comentado por: Billy Joe Fagundes | 9 de agosto de 2006 às 14:13

Não achei o jogo assim tão fraco, embora não seja exactamente daqueles que me ficará para sempre gravado na memória... Dentro do esperado não foi mau.
Como destaques: o golaço do Raul Meireles e as tentativas que fez de meia distãncia; uma defesa fantástica do Helton; a estupidez bíblica dos portistas (???) que assobiam um jogador que vai entrar; a habitual e escusada termideira no fim do jogo; o bom jogo do Benni; e a tranquilidade com iremos à luz para a semana.

Sobre o lance do pseudo-penalty, lanço um tema para discussão.
Não há a mínima dúvida que em termos de justiça desportiva Carlos Xistra fez o que tinha a fazer: ao saber que se tinha enganado voltou atrás e repôs a verdade. Sobre isso não há sequer discussão.
A minha questão é a seguinte: sendo isto quase inédito, pelo menos em Portugal (quantas vezes viram uma decisão de penalty e expulsão serem revogadas pelo próprio árbitro?), não poderá vir a fazer aumentar os protestos dos jogadores, ainda que não tenham razão? Afinal, ao contrário do que se costuma dizer, parece que por vezes o árbitro pode voltar atrás na decisão.

#3 | Comentado por: joethelion1970 | 9 de agosto de 2006 às 14:13

JL:

A mudança da decisão não tem nada a ver com os protestos mas sim com a indicação do fiscal de linha.

#4 | Comentado por: Pedro Neto | 9 de agosto de 2006 às 14:13

Joethelion, concordo inteiramente contigo, esta história das assobiadelas já me incomoda bastante... não percebo, a equipa vai em primeiro!!!

O caso do árbitro, achei bem, e nessas coisas de arbitragem o Porto está sempre na 1º linha da inovação (ainda me lembro do castigo dado ao Paulinho que não podia jogar enquanto o João Pinto não recuperasse da agressão). Nesse caso também foi inteiramente justa a decisão, não vejo é este vanguardismo do apito acontecer noutras paragens. Mas gostei do Porto, o Marítimo jogou bem e podia ter marcado, o Helton é simplesmente brilhante, o Bruno Alves FINALMENTE esteve bem, quero o MacCarthy a jogar assim na Luz, temos equipa sim senhores.

PS: No meio da minha boa disposição, umas palavras finais para dois jogadores que sendo óptimas pessoas, igualmente bons profissionais, metem dó a jogar à bola - Jorginho e Hugo Almeida. Que nulidades! Que falhanços. No entanto não há que assobiar estes jogadores, há que aplaudi-los, ajuda-os muito mais.

Um abraço

#5 | Comentado por: Nuno Leal | 9 de agosto de 2006 às 14:13

O que nos falta ver mais no futebol português?
Até imagino o fiscal de linha para o árbitro "ó pá, essa é demais, arrepia caminho enquanto é tempo, não sejas doido..."

CADA VEZ MAIS REPUGNANTE ESTE FUTEBOL E A ARBITRAGEM.

#6 | Comentado por: jraguilar | 9 de agosto de 2006 às 14:13

O arbitro erra "arrepia caminho" e em vez de marcar penalty e expulsar um jogador reconhece o erro e recomeça o jogo.

Caso único no futebol português o que seria do benfica se os árbitros depois de marcarem penalties quando a bola vai à mão de um jogador voltasem atrás ou do Sporting quando a bola se encontra mais de um metro dentro da baliza e o Ricardo a expulsa para fora ???!!!

Já se sabia era o Porto que controla a arbitragem, quando o árbrito erra e "arrepia caminho" é o fiscal de linha que o avisa "Pá, essa é demais ...", REALMENTE !!!

O pior cego não é aquele que não quer ver é o que vê aquilo que lhe convém ..... (não sou médico mas parece-me que a dor de cotovelo é crónica)

#7 | Comentado por: Nuno Mendes I | 9 de agosto de 2006 às 14:13

joethelion1970, o Sporting já marcou um golo em Chaves que, segundos depois e sem indicações de ninguém, o árbitro resolveu anular. Pelo que se disse na altura, enquanto a bola não for ao centro, o árbitro pode voltar atrás.

O árbitro era o sportinguista Vitor Pereira, de quem eu tenho tantas saudades como o século XIV deve ter da peste negra.

#8 | Comentado por: Pedro Santo | 9 de agosto de 2006 às 14:13

O Vítor Pereira foi, na minha opinião, e dos que vi apitar o melhor árbitro português de todos os tempos.

#9 | Comentado por: Pedro Neto | 9 de agosto de 2006 às 14:13

Eu, de facto, não devo ter visto o mesmo jogo que alguns adeptos do meu clube viram...

Estive no estádio e, devo confessar, foi verdadeiramente angustiante! Uma miséria!

O Porto não joga, absoluta e inequivocamente, nada!! Aquele sistema de jogo é uma verdaeira aberração! A única coisa que me espanta, é não termos tido mais escorregões nos últmios jogos. A minha explicação - que serve também para fundamentar o nosso 2º lugar na época passada - é que o campenoato é tão fraco, tão fraco, que, apesar do senhor Adriaanse, ainda vamos ser campeõs. É verdade que o FCPorto é muito mal orientado, mas os restantes clubes são bem piores.

Ora bem, em primeir lugar alguém me sabe explicar o que é que os extremos do Porto estiveram a fazer durante o jgo todo? O Alan é uma nulidade e o Ivanildo ainda está muito verde, deveria ter sido emprestado para rodar.

Em segundo lugar, ainda não percebi a utilidade de jogar com o Pedro Emanuel nesta aberração de sistema de jogo - porque não o Marek?

Depois, está praticamente provado que o holandês não sabe mexer na equipa;

Ainda não percebi porque é que o Lisandro é segunda escolha em relação ao Alan... e estaria aqui o dia inteiro a apontar falhas e erros na equipa e no sistema de jogo.

Dirão alguns: mas então não vamos na frente, com 5 pts para o Sporting, 6 pts para o Braga e 8 pts para a Instituição? Sim, é verdade, temos esse avanço todo. Mas, atenta qualidade das restantes equipas, não sei se esse avanço deveria ser maior...

Depois, temos ainda os episódios com o Diego e com o Anderson:

Se não precisa de um número 10 - o que, no caso de jogadores como o Diego, é um crime - porque é que durante cerca de 10 minutos, jogou com o Jorginho nessa posição?

Se era para mandar o Anderson para a bancada, porque é que o convocou?

#10 | Comentado por: Vandelart | 9 de agosto de 2006 às 14:13

Eu, de facto, não devo ter visto o mesmo jogo que alguns adeptos do meu clube viram...

Estive no estádio e, devo confessar, foi verdadeiramente angustiante! Uma miséria!

O Porto não joga, absoluta e inequivocamente, nada!! Aquele sistema de jogo é uma verdaeira aberração! A única coisa que me espanta, é não termos tido mais escorregões nos últmios jogos. A minha explicação - que serve também para fundamentar o nosso 2º lugar na época passada - é que o campenoato é tão fraco, tão fraco, que, apesar do senhor Adriaanse, ainda vamos ser campeõs. É verdade que o FCPorto é muito mal orientado, mas os restantes clubes são bem piores.

Ora bem, em primeir lugar alguém me sabe explicar o que é que os extremos do Porto estiveram a fazer durante o jgo todo? O Alan é uma nulidade e o Ivanildo ainda está muito verde, deveria ter sido emprestado para rodar.

Em segundo lugar, ainda não percebi a utilidade de jogar com o Pedro Emanuel nesta aberração de sistema de jogo - porque não o Marek?

Depois, está praticamente provado que o holandês não sabe mexer na equipa;

Ainda não percebi porque é que o Lisandro é segunda escolha em relação ao Alan... e estaria aqui o dia inteiro a apontar falhas e erros na equipa e no sistema de jogo.

Dirão alguns: mas então não vamos na frente, com 5 pts para o Sporting, 6 pts para o Braga e 8 pts para a Instituição? Sim, é verdade, temos esse avanço todo. Mas, atenta qualidade das restantes equipas, não sei se esse avanço deveria ser maior...

Depois, temos ainda os episódios com o Diego e com o Anderson:

Se não precisa de um número 10 - o que, no caso de jogadores como o Diego, é um crime - porque é que durante cerca de 10 minutos, jogou com o Jorginho nessa posição?

Se era para mandar o Anderson para a bancada, porque é que o convocou?

#11 | Comentado por: Vandelart | 9 de agosto de 2006 às 14:13

Pedros Neto e Santo, eu sei que o árbitro alterou a decisão por indicação do fiscal, e que o pode fazer até ao momento em que o jogo recomeça. A dúvida que coloquei tem a ver com o facto de normalmente se dizer aos jogadores que não vale a pena protestar, porque o árbitro nunca muda uma decisão tomada. E tenho quase a certeza (é impossível confirmá-la, claro...) que se os jogadores não protestassem o fiscal também não tomava a iniciativa de chamar o árbitro.

Pedro, desse lance em Chaves não me lembro, mas lembro-me de um outro em Alvalade, no célebre jogo do Secretário, em que o inenarrável árbitro-cantor (falha-me o nome) volta atrás na validação de um golo do jardel, por ter tido a indicação de que a bola tinha saído antes do centro do Clayton (parece que tinha razão). Acho que são lances diferentes deste, até porque este envolveu uma sanção disciplinar. Mas nada disto invalida que o Xistra, neste lance em concreto, esteve muito bem. Só me interrogo é sobre as consequências potenciais na aceitação pelos jogadores das decisões.

#12 | Comentado por: joethelion1970 | 9 de agosto de 2006 às 14:13

Vandelart, não sejas tão pessimista, com um raio... Acredito que haj razões (físicas, anímicas...) para o Lisandro não estar a ser a 1ª opção, aliás quando tem entrado não tem feito grande coisa. E caramba, nos últimos jogos tivemos SEMPRE 3 ou 4 vezes mais ocasiões claras de golo do que os adversários. Claro que as escorregadelas acontecem, mas a que aconteceu contra o Braga foi por manifesta infelicidade - bastava 1 das 3 bolas que foi ao poste ter entrado, camandro! A do Rio Ave não vi (estive fora do país), mas creio que não foi muito diferente.

Bem ou mal, a equipa do porto este ano é uma equipa NOVA: dos jogadores que jogaram no domingo, só 5 é que estavam cá no ano passado, e estes incluem o Raúl e o Ivanildo, que foram pouquíssimo utilizados, e o Bennio, que perdeu quase metade do ano com castigos. Não há milagres, meu caro, e uma equipa não se fabrica em meia dúzia de meses... O Mourinho, para além de ser que é (SÓ o melhor que já tivemos) e por isso ser injusto tomá-lo como referência, teve 6 meses para preparar uma equipa e avalizou todas as compras. Este não.
É o treinador perfeito? Claro que não, comete erros graves de avaliação do adversário, é previsível no banco e tem algumas atitudes difíceis de compreender. Mas espero que para o ano se mantenha, porque somados os prós e contras gosto do trabalho dele. Recomeçar do zero na próxima época era o pior que nos poderia acontecer.

#13 | Comentado por: joethelion1970 | 9 de agosto de 2006 às 14:13

A vitória foi justa, o maritimo bateu-se bem. Ainda bem que o arbitro não assinalou penalty, não precisamos daquilo para nada.

Ainda falta muito e com este treinador, o campeonato ainda não está ganho...

Helton na baliza e Baia a suplente, escassa por tardio...

#14 | Comentado por: Ricardo | 9 de agosto de 2006 às 14:13

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