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quarta-feira, 19 abril 2006

A luta - falamos de gladiadores ou futebolistas?

Categoria: Col: Luís Gomes , Portugal 2005-2006 , V. Guimarães

Dizem os matemáticos no nosso futebol que vão chegar 39, ou talvez sejam mesmo necessários 40 pontos para assegurar a permanência na Divisão principal do futebol português.

Ora:

10º E. Amadora 38
11º Belenenses 37
12º Académica 37
13º Paços Ferreira 37
14º Naval 35
15º Rio Ave 34
16º V. Guimarães 33
17º Gil Vicente 33

Muito se vai lutar e discutir, enquanto muito pouco futebol de qualidade se vai presenciar - palpite. Já toda a gente percebeu que mais do que a ‘manutenção’ numa divisão se pode estar a jogar a sobrevivência de alguns destes clubes. O fosso gigante ao nível de receitas que separa as duas ligas profissionais (?) em Portugal tornam o modelo competitivo francamente motivador de tudo, menos de grandes espectáculos.

Repetem-se as vozes que o Guimarães não pode descer, que a Briosa merece a I.ª Liga ou que o Belenenses é um histórico. Será seguramente penoso aos adeptos das restantes equipas ouvirem repetir estes comentários. Numa Liga em que partem todos com 0 pontos todos terão o mesmo ‘direito’ teórico de se manterem na I.ª Liga, ou será que não?...

O que me chamou a atenção hoje foi ler no jornal O Jogo o seguinte, de um ex-jogador de uma das equipas em causa: "Vençam o Boavista ou digam às mulheres que já não regressam a casa...". Considerando os vitorianos "os melhores de Portugal" relembra momentos da época 2000/2001 com a salvação a chegar nos descontos do último jogo: "Homens de 35/40 anos a chorarem à minha beira, pedindo para que o Vitória não descesse...".

Seguramente que será motivo de orgulho para os vitorianos sentirem a marca indelével que o seu clube deixou num ex-jogador. Mas não será este clima envolvente, obviamente descontando o sentido figurado das declarações do Sion, exacerbado ao ponto de ser absolutamente castrador para os atletas, aumentando a tensão para níveis insuportáveis? (Alguns) adeptos do Vitória têm demonstrado uma propensão para pressionarem os jogadores dessa forma. Conversas no final dos treinos, ameaças que deixam de apoiar a equipa e outras que tais ainda mais graves.
Vem-me à ideia a famosa entrevista do Costinha já no Dínamo de Moscovo, onde apontava como umas das causas dos insucessos do F.C. Porto no ano anterior, o medo que os jogadores mais novos sentiam ao jogar no Dragão. O medo de errar, o medo das consequências do erro… Um receio que tem que estar ausente, numa actividade que para ser espectáculo para quem assiste, terá sempre que ter algo de lúdico para quem a pratica. Trata-se de um jogo ao fim e ao cabo. Um jogo que pode ser potenciado pela energia que sai das bancadas para o campo. Para potenciar o que tem de bom o jogo (beleza, inteligência, emoção, …) e não o medo de falhar. No caso concreto os adeptos do Vitória nem precisam de procurar muito pelo exemplo a seguir, pois já deram inúmeras provas que quando estão ‘com a equipa’ estão entre os melhores (e mais numerosos).

Publicado por Luis Gomes às 16:16

Comentários

depois do empate caseito de hoje, entre o guimaraes e o boavista, tudo se conjuga para a necessidade extrema dos vimaranenses ganharem no dragão.
e lá vai o saganoswki trocar de camisola a troco de uma permanência na 1ª Liga...

fala quem sabe...

Condenados ?
Penafiel, Rio Ave, Naval e possivelmente Gil

#1 | Comentado por: davidferreira | 24 de maio de 2009 às 20:06

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