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sábado, 22 abril 2006
Pedro Mantorras
Categoria: Benfica
O jogador de que vou falar, Pedro Mantorras, é alvo de diferentes opiniões nos mais diversos círculos de opinião futebolística.
Adorado por alguns adeptos benfiquistas como se de um Deus se tratasse, de uma espécie de “D. Sebastião” que vai salvar o Benfica nos momentos negros; motivo de indiferença por parte de outros “encarnados”, que o vêm a sua imagem como um António Guterres do futebol, ou seja, causou muita esperança a princípio, mas com o passar do tempo deu pouco “sumo”. É ainda motivo de receio por parte de alguns adversários e de “chacota” por parte de outros, devida à infeliz frase de Luís Filipe Vieira acerca dos hipotéticos 18 milhões que valeria o seu passe.
Uma coisa é certa: quem segue o futebol português tem uma palavra a dizer sobre este jogador, sendo que essa palavra é quase sempre irracional e inflamada.
A questão é a seguinte: é Mantorras um jogador fora de série, ou é um trapalhão, não passando de um avançado vulgar? Ou será que é um meio-termo?
Para não se entrar em especulações, vou apenas falar do jogador “pós- lesão”, ou seja, depois do calvário por que passou. Porque falar dele antes seria dar espaço a que aparecessem os clássicos “mas se ele não se lesionasse, então…”
Mantorras é um jogador que já foi mais possante fisicamente, que ainda coxeia quando corre. Muitas das vezes, parece algo egoísta quando tem a bola e cai muitas vezes em fora de jogo, mas a verdade é que… continua a decidir.
Vejamos os números: Esta época, mesmo depois de Koeman o ter dado como dispensável, o Angolano tem aproveitado os (poucos) minutos finais dos jogos de que dispõe para deixar a sua marca. Fez uma fantástica assistência para o golo de Miccoli contra o Lille, deu 3 pontos ao Benfica contra Rio Ave e Marítimo e marcou ao Boavista. Tendo em conta que, por exemplo na segunda volta, não jogou 90 minutos, sequer…
O que tem então o Angolano a mais? Chamar-lhe-ia crença. Quando vemos o nrº 9 encarnado entrar, vemos nele a crença de que vai mudar algo, de que vai fazer a diferença. Acredita quando mais ninguém acredita. E é por isso que encara os adversários, sejam eles qual forem, com confiança de que vai conseguir.
Esta atitude define muitas vezes os jogadores: enquanto muitos sentem o “peso da camisola” e se amedrontam, outros há que encaram o adversário de frente. E Mantorras, com todos os seus defeitos e virtudes, pertence ao segundo grupo, factor esse que permite que continue a ser visto como um “jogador especial”.
André Calado
Publicado por terceiro anel às 17:38
Comentários
Há dias, um grande amigo benfiquista perguntou-me qual era o meu jogador preferido. Respondi que era o Mantorras. Por tudo aquilo que o André Calado já referiu, nomeadamente a crença. Porque é um jogador que me faz pensar no Benfica que não vivi. No Benfica dos anos 60 e 70. Acerca do Pedro Mantorras, já ouvi, de fonte segura, que está acabado para o futebol. Também já ouvi, de fonte igualmente segura, que o Pedro está totalmente recuperado e que pode jogar os 90 minutos, todas as semanas. Conclusão? As minhas fontes não são tão seguras como pensava. No entanto, a dúvida irá permanecer até ao dia em que Mantorras se voltar a lesionar no mesmo joelho. No Benfica ou noutro clube qualquer, irei acompanhar este jogador até ao final da sua carreira. É, de facto, um jogador especial e enche-me de esperança cada vez que ele recebe a bola e se vira para a baliza adversária. Não me lembro de outra sensação assim com um jogador do Benfica. Talvez o Fernando Chalana, quando voltou. Mas aí, o pequeno genial já estava mesmo em final de carreira pelo que não tem comparação possível com o Mantorras que tem ainda 24 anos e umas 8 a 10 épocas à sua frente.
#1 | Comentado por: Miguel J. Lopes | 9 de agosto de 2006 às 14:10
Só faltou dizer que é sportinguista. Não só por isso, mas também, é um jogador que têm a minha simpatia.
Parece-me que está bem mais trapalhão que antes da lesão. Resta saber se isso não será reflexo da vontade de mostrar muito em pouco tempo... o pouco tempo de jogo que lhe vão dando.
#2 | Comentado por: Pedro Santo | 9 de agosto de 2006 às 14:10
Sou Sportinguista e o meu desejo era que um dia se sentasse no meu banco um jogador tão humilde como o Pedro. Desejava tambem ter um jogador que criasse na massa adepta uma tamanha fé como a que ele cria, pois é essa fé que faz o resto!
BLOG DO SPORTING:
http://garraleao.blogspot.com
#3 | Comentado por: El Pibe | 9 de agosto de 2006 às 14:10
Boas,
apesar de ser assunto, diria, “gasto” gosto de dar a minha opinião quando se fala sobre Pedro Mantorras. A história da sua vida é sobejamente conhecida conhecida de todos os amantes do futebol em Portugal. O Sporting não o quis enquanto júnior, depois brilhou no Alverca e acabou por chegar ao Benfica. É certo que chegou à Luz com uma grande esperança/certeza mas a lesão no joelho quase que acabou com tudo. Chegou a sacrificar-se pelo clube. Mas será que valeu a pena tal pena? Merecia um “menino” de vinte aninhos enfrentar o “fardo” de levar o Benfica às costas? Terá o departamento médico do Benfica estado à altura do problema físico do Angolano? As questões ficam no ar e nem vou especular sobre um assunto por demais debatido. Certo, certo é que Mantorras quase acabou para o futebol. Vieira, no seu estilo populista, diziaque a estrela angolana valia 18 (!) milhões de contos. Fortunas à parte, dois anos a sofrer foi o calvário de Mantorras. Dois longos anos…
Depois de recuperar da lesão, com a velha raposa italiana à frente da equipa encarnada, Mantorras jogava pouco mas jogava para marcar, para ganhar, para brilhar. Foi ajuda preciosa e decisiva. Para mim, Mantorras valeu sempre pela sua crença, pelo seu amor ao jogo, à bola, à camisola que veste. O que faz em campo é sempre imprevisível. Umas vezes é magia, outras é sombra. Os treinadores insistem em fazê-lo jogar como número nove apesar de pensar que é nas alas que Pedro mais rende. No entanto os golos aparecem.
Na minha opinião, Mantorras não é um prodígio em técnica mas as fintas que inventa são magia. Acima de tudo, é um jogador que costuma acreditar. Sempre. E nós vamos sempre acreditar nele. Dispensar um jogador como Mantorras é dar um tiro no pé mas conheço um holandês especialista nessa modalidade. O mesmo holandês que quero ver longe na Luz.
Abraços
#4 | Comentado por: Carlos Eugenio | 9 de agosto de 2006 às 14:10
Boas,
apesar de ser assunto, diria, “gasto” gosto de dar a minha opinião quando se fala sobre Pedro Mantorras. A história da sua vida é sobejamente conhecida conhecida de todos os amantes do futebol em Portugal. O Sporting não o quis enquanto júnior, depois brilhou no Alverca e acabou por chegar ao Benfica. É certo que chegou à Luz com uma grande esperança/certeza mas a lesão no joelho quase que acabou com tudo. Chegou a sacrificar-se pelo clube. Mas será que valeu a pena tal pena? Merecia um “menino” de vinte aninhos enfrentar o “fardo” de levar o Benfica às costas? Terá o departamento médico do Benfica estado à altura do problema físico do Angolano? As questões ficam no ar e nem vou especular sobre um assunto por demais debatido. Certo, certo é que Mantorras quase acabou para o futebol. Vieira, no seu estilo populista, diziaque a estrela angolana valia 18 (!) milhões de contos. Fortunas à parte, dois anos a sofrer foi o calvário de Mantorras. Dois longos anos…
Depois de recuperar da lesão, com a velha raposa italiana à frente da equipa encarnada, Mantorras jogava pouco mas jogava para marcar, para ganhar, para brilhar. Foi ajuda preciosa e decisiva. Para mim, Mantorras valeu sempre pela sua crença, pelo seu amor ao jogo, à bola, à camisola que veste. O que faz em campo é sempre imprevisível. Umas vezes é magia, outras é sombra. Os treinadores insistem em fazê-lo jogar como número nove apesar de pensar que é nas alas que Pedro mais rende. No entanto os golos aparecem.
Na minha opinião, Mantorras não é um prodígio em técnica mas as fintas que inventa são magia. Acima de tudo, é um jogador que costuma acreditar. Sempre. E nós vamos sempre acreditar nele. Dispensar um jogador como Mantorras é dar um tiro no pé mas conheço um holandês especialista nessa modalidade. O mesmo holandês que quero ver longe na Luz.
Abraços
#5 | Comentado por: Carlos Eugenio | 9 de agosto de 2006 às 14:10
por esta cidade que muitos apelidam de benfiquista, ele é "carinhosamente" chamado de Perna de Pau ....
#6 | Comentado por: davidferreira | 9 de agosto de 2006 às 14:10
realmente o rapaz deu uma lição de humildade ao recusar as opções do seleccionador de angola e ameaçar não participar em jogos de preparação até, ATÉ à realização do mundial. depois está completamente disponível. depois das rasuras no passaporte, um exemplo de civismo e cidadadina, deu mais este exemplo de humildade.
mas pronto: até o próximo aspirante a eusébio chocar o ovo, este vai dando para o gasto - sempre está a ser melhor sucedido que akwas e afins cuja aura rapidamente se extinguiu...
#7 | Comentado por: paulomarques | 9 de agosto de 2006 às 14:10
De facto um extraordinario jogador com uma enorme capacidade de sacrificio e uma imparavel fé no SBL. Só entra em campo para ganhar!
O ano passado marcou golos importantes foi um jogador indispensavel na conquista do titulo, embora não tenha jogado muitos jogos.
Por tudo isto, e por tudo o que ainda vai dar ao Glorioso: vivo MANTORRAS
#8 | Comentado por: Bill | 9 de agosto de 2006 às 14:10
Meus caros, gostos são gostos, e opiniões são opiniões. Cada um tem direito a tê-las, e nas mais variadas direcções.
Mas deixem-me me dizer que acho graça quando me falam do "grande jogador" que é Mantorras, e da sua "grande humildade".
1º Ponto: Chegaram a compará-lo a um novo Eusébio?!? Por amor de Deus... Mantorras nunca foi mais do que um jogador vulgar (e bastante trapalhão). Digam-me um jogo de encher o olho que ele tenha feito pelo Glorioso para que possa ser considerado um fora-de-série? Um daqueles jogos do calibre do João Pinto nos 3-6 em Alvalade por exemplo? Um daqueles jogos em que realmente levantasse o estádio?
Que eu me lembre, nenhum.
Marca um golinho aqui, outro ali, é verdade que nos safa muitas vezes em cima da hora. Mas daí até ser considerado um fora-de-série vai um longo passo.
Pior, daí a ser considerado um Eusébio vai um longo passo.
2º Ponto: As pessoas deixam-se levar com a tal humildade do Mantorras, mas esquecem-se por exemplo que muito recentemente ele ameaçou deixar de jogar pela selecção, isto como forma de pressionar o seleccionador a convocá-lo e por a jogar. Mas se isto já não era grave o suficiente, o senhor Mantorras ainda fez questão de dizer que se não lhe põem a jogar, abdica da selecção, mas se for convocado pro Mundial, ele só abdicaria da selecção após o Mundial.
Epah que humildade é esta? Pelo menos na minha terra este comportamente não encaixa na definição de humildade, mas... casa cabeça, sua sentença.
Como não joga, ameaça deixar a selecção, mas só depois do mundial?!?
Se o Mantorras é um craque fora-de-série, um novo Eusébio, então fazendo uma compração com outros jogadores africanos, então o Samuel Eto'o, Obafemi Martins ou o Didier Drogba serão o quê? Deuses?
Por favor meus amigos.
Se o venderem, e se for por um bom preço, acho que seria um excelente negócio para o Benfica.
#9 | Comentado por: chiquinho conde | 9 de agosto de 2006 às 14:10
Meus caros, gostos são gostos, e opiniões são opiniões. Cada um tem direito a tê-las, e nas mais variadas direcções.
Mas deixem-me me dizer que acho graça quando me falam do "grande jogador" que é Mantorras, e da sua "grande humildade".
1º Ponto: Chegaram a compará-lo a um novo Eusébio?!? Por amor de Deus... Mantorras nunca foi mais do que um jogador vulgar (e bastante trapalhão). Digam-me um jogo de encher o olho que ele tenha feito pelo Glorioso para que possa ser considerado um fora-de-série? Um daqueles jogos do calibre do João Pinto nos 3-6 em Alvalade por exemplo? Um daqueles jogos em que realmente levantasse o estádio?
Que eu me lembre, nenhum.
Marca um golinho aqui, outro ali, é verdade que nos safa muitas vezes em cima da hora. Mas daí até ser considerado um fora-de-série vai um longo passo.
Pior, daí a ser considerado um Eusébio vai um longo passo.
2º Ponto: As pessoas deixam-se levar com a tal humildade do Mantorras, mas esquecem-se por exemplo que muito recentemente ele ameaçou deixar de jogar pela selecção, isto como forma de pressionar o seleccionador a convocá-lo e por a jogar. Mas se isto já não era grave o suficiente, o senhor Mantorras ainda fez questão de dizer que se não lhe põem a jogar, abdica da selecção, mas se for convocado pro Mundial, ele só abdicaria da selecção após o Mundial.
Epah que humildade é esta? Pelo menos na minha terra este comportamente não encaixa na definição de humildade, mas... casa cabeça, sua sentença.
Como não joga, ameaça deixar a selecção, mas só depois do mundial?!?
Se o Mantorras é um craque fora-de-série, um novo Eusébio, então fazendo uma compração com outros jogadores africanos, então o Samuel Eto'o, Obafemi Martins ou o Didier Drogba serão o quê? Deuses?
Por favor meus amigos.
Se o venderem, e se for por um bom preço, acho que seria um excelente negócio para o Benfica.
#10 | Comentado por: chiquinho conde | 9 de agosto de 2006 às 14:10
Meus caros, gostos são gostos, e opiniões são opiniões. Cada um tem direito a tê-las, e nas mais variadas direcções.
Mas deixem-me me dizer que acho graça quando me falam do "grande jogador" que é Mantorras, e da sua "grande humildade".
1º Ponto: Chegaram a compará-lo a um novo Eusébio?!? Por amor de Deus... Mantorras nunca foi mais do que um jogador vulgar (e bastante trapalhão). Digam-me um jogo de encher o olho que ele tenha feito pelo Glorioso para que possa ser considerado um fora-de-série? Um daqueles jogos do calibre do João Pinto nos 3-6 em Alvalade por exemplo? Um daqueles jogos em que realmente levantasse o estádio?
Que eu me lembre, nenhum.
Marca um golinho aqui, outro ali, é verdade que nos safa muitas vezes em cima da hora. Mas daí até ser considerado um fora-de-série vai um longo passo.
Pior, daí a ser considerado um Eusébio vai um longo passo.
2º Ponto: As pessoas deixam-se levar com a tal humildade do Mantorras, mas esquecem-se por exemplo que muito recentemente ele ameaçou deixar de jogar pela selecção, isto como forma de pressionar o seleccionador a convocá-lo e por a jogar. Mas se isto já não era grave o suficiente, o senhor Mantorras ainda fez questão de dizer que se não lhe põem a jogar, abdica da selecção, mas se for convocado pro Mundial, ele só abdicaria da selecção após o Mundial.
Epah que humildade é esta? Pelo menos na minha terra este comportamente não encaixa na definição de humildade, mas... casa cabeça, sua sentença.
Como não joga, ameaça deixar a selecção, mas só depois do mundial?!?
Se o Mantorras é um craque fora-de-série, um novo Eusébio, então fazendo uma compração com outros jogadores africanos, então o Samuel Eto'o, Obafemi Martins ou o Didier Drogba serão o quê? Deuses?
Por favor meus amigos.
Se o venderem, e se for por um bom preço, acho que seria um excelente negócio para o Benfica.
#11 | Comentado por: chiquinho conde | 9 de agosto de 2006 às 14:10
Antes de mais, o post está muito bem conseguido. Benvindo André Calado.
Depois, em relação ao Mantorras a análise nunca poderá ser dissociada do que "já foi" o angolano.
A lesão de mais de 2 anos foi castradora da carreira do Pedro.
Se analisarmos a carreira dele antes da lesão estariamos a ver uma futura estrela do futebol africano. Mantorras com 19 anos levava o Benfica às costas e marcou na sua 1ª época no clube 13 golos. Reafirmo: com 19 ANOS!
Lembro-me um golo extraordinário - e foi aqui que se acentuaram as comparações com o Eusébio, porque o Rei fazia isto - frente ao Vitória de Setúbal na Luz em 2001. O golo resultou de um livre directo frontal a 40 metros da baliza. Uma bomba monumental que bateu o Marco Tábuas - acho que era ele ou o Nuno Santos.
Nesse jogo o Mantorras fez 3 golos e como era um dos 1ª jogos da temporada ficou muita esperança.
A lesão retirou-lhe a velocidade e a força - caracteristicas tão próprias dos africanos -
- mas a técnica está lá. Está trapalhão porque quer demonstrar, naquele jeito de criança, que sabe fazer o que lhe exigem.
Quase de certeza que nunca mais vai ser o jogador que era e que despertou a cobiça de muitos clubes. Naquele tempo de vacas gordas os 18 milhões de contos eram muito menos utópicos que hoje - recordo que nesse ano o Figo custou 12 milhões e o Zidane, no ano seguinte, 14 milhões.
Ainda assim, Mantorras é fé e é devoção. É trapalhão mas faz golos... "à Mantorras".
#12 | Comentado por: Pedro Neto | 9 de agosto de 2006 às 14:10
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